Homem é mantido preso desde 2008 por desenvolver software que foi usado sem seu conhecimento em sites pornôs
SÃO PAULO – Um programador de web iraniano foi condenado à morte por desenvolver um software usado por sites pornográficos. Apesar de Saeed Malekpou não ter tido conhecimento (ou mesmo controle) do uso de seu programa para upload de fotos por esses sites, ele foi acusado de ofender a santidade do Islã.
Malekpour morava e estudava no Canadá desde 2005. Em 2008, foi visitar o Irã e acabou preso por agentes oficiais. Foi torturado e passou quase um ano numa solitária de 2m X 1,7m, saindo para tomar ar apenas duas vezes ao dia e sempre vendado. Ele passou todo esse período sem ser acusado formalmente. Durante esse tempo, o programador foi forçado a confessar coisas com falsas promessas de que seria solto.
“Eles me fizeram confessar que tinha comprado software do Reino Unido e depois colocado à venda no meu site. Fui forçado a dizer também que, quando alguém visitava meu site, o software era instalado no computador da pessoa sem que ela soubesse e eu passava a ter controle da webcam dessa pessoa, mesmo quando desligada. Quando eu disse que o que eles estavam sugerindo era impossível do ponto de vista tecnológico, eles disseram que eu não deveria me preocupar com isso.”
Em junho do ano passado, a pena de morte de Malekpour foi suspensa e seu caso foi revisto. Mas, nesta sexta, a Suprema Corte resolveu manter a sentença, que pode ser cumprida a qualquer momento.
O governo canadense condenou as autoridades iranianas:
“O Canadá condena a alegada decisão do Irã de executar o sr. Malekpour. Tristemente, seu caso está longe de ser o único exemplo do total descaso do Irã pela vida humana.”
O site United4Iran está em campanha pela revogação da pena de Saeed Malekpour.
Fonte: Cadendo Link do portal Estadão
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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